03/02/2017

Foram necessários apenas 30 dias para que a cidade já pudesse contar com o apoio de 100 empresas comprometidas em ajudar a reconstruir a cidade.

Desde xampu e sabonete doados pela Unilever para abrigos que receberão moradores de rua, até recuperação e nova iluminação feita pela Philips na Ponte Estaiada, cartão postal da cidade.

Apesar da cidade estar lucrando alto com essas parcerias, ou melhor, deixando de gastar grande volume de recursos, algumas pessoas ainda acham que há algo por trás de tanta ajuda. A verdade é que nós não estamos acostumados com esse tipo de união em que as empresas participam ativamente de ações nas cidades em que estão localizadas.

Banheiro projetado em aço inox e com ar condicionado também é auto lavável. Ainda em  fase de teste, cabines são doação de empresa francesa.

Esse tipo de ação da iniciativa privada gera benefícios para a cidade e também para eles, claro, mas não da maneira como alguns acham. Ter seu nome associado à iniciativas como a recuperação dos Arcos da Imigração Japonesa, por  exemplo, gerou um tremendo retorno e reconhecimento para a Coral (fabricante de tintas) e favoreceu a criação de campanhas nas redes sociais mostrando o que a empresa faz para ajudar a cidade. Isso conta bastante no balanço social da empresa.

A Mitsubishi Motors doou pick-ups L200 para o programa Marginal Segura. O retorno? Não é difícil se convencer que uma montadora ter seu veículo associado à um programa de segurança viária traga bons dividendos. A Fiat, outra montadora parceira, vai recuperar carros da CET parados por problemas mecânicos, afinal, não é interesse deles ter seus modelos parados em um pátio sendo associados à sucata.

Bom, como falamos, são 100 empresas parceiras até o momento, não dá pra citar todas aqui, muitas já são de conhecimento  de todos, o importante é observarmos este novo modelo de gestão pública que surge. Dividindo responsabilidade, gerando benefícios a todos e economizando recursos públicos (dos contribuintes).