28/02/2017


É inegável, o carnaval de rua de São Paulo explodiu neste ano, levando público equivalente a cidades inteiras para as ruas da capital.

Vila Madalena, na zona oeste, e toda região do Centro, foram sem dúvida, o grande palco dos blocos paulistanos. O Centro, que teve 86 blocos em 2016, neste ano registrou 113 blocos.

 

 

Estrutura recorde

O carnaval de rua deste ano contou com 495 blocos em toda a cidade, ante 385 de 2016 e 300 de 2015. Para acompanhar esse crescimento vertiginoso, a prefeitura aumentou em muito a expectativa de público, ainda assim se surpreendeu com uma participação popular ainda maior que a prevista.

A quantidade de banheiros químicos, por exemplo, foi o dobro do ano passado, a estrutura de controle e monitoramento das atividades foi impressionante. No COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar), agentes e autoridades da esfera estadual e municipal dividiam o mesmo espaço em meio a telões gigantes com imagens ao vivo das ruas, computadores, telefones tocando e intensa movimentação para decisões rápidas.

Os incidentes foram mínimos, ainda mais se considerado o crescimento sem precedentes do número de blocos e de foliões pelas ruas.

 

 

Multidão nas ruas de SP

O Acadêmicos do Baixo Augusta, o maior bloco da cidade, atraiu 350 mil pessoas somente no fim de semana do pré-Carnaval. No último domingo, dia 26, o bloco Domingo Ela Não Vai levou 150 mil pessoas para o Vale do Anhangabaú. No ano passado, o mesmo bloco levou 40 mil para as ruas. O bloco Agrada Gregos previu 20 mil foliões e foi surpreendido com a presença de 80 mil pessoas, o que gerou, inclusive, problemas sérios como depredação de ônibus e invasão de ruas não autorizadas pela CET.

O centro é a nova casa do carnaval de rua

Um fenômeno interessante foi o aumento expressivo de foliões nos blocos do Centro. Sem sombra de dúvida, o Centro passou a Vila Madalena, região que sempre comandou o carnaval de rua da cidade. Foram centenas de milhares de pessoas todos os dias “povoando” toda região central.

A profissionalização dos blocos foi algo nítido, também. Mais organizados e estruturados geraram muito menos problemas em comparação com anos anteriores em que até a polícia teve que intervir.

Economia paulistana aquecida

Com milhões de pessoas nas ruas, até a economia da cidade sentiu os efeitos da festa. O comércio de São Paulo registrou movimento bem maior que o de costume para a ocasião. A região da rua 25 de março foi a principal beneficiada com a venda de fantasias, enfeites e máscaras. Bares, restaurantes e até salões de beleza também foram impactados positivamente com o evento.

 

 

Participação recorde da iniciativa privada

As parcerias foram fundamentais para fazer do Carnaval 2017 também um fenômeno financeiro. Com patrocínio majoritário da cerveja Skol, os custos da prefeitura com o evento saíram  de milhões de reais para próximo de zero nesse ano.

Em três anos, o patrocínio ao carnaval de rua de SP cresceu 20 vezes. Em 2015, recebeu R$ 800 mil; no ano passado, apenas R$ 4,5 milhões e, agora, em 2017, foram R$ 17 milhões da iniciativa privada no evento.