Após a divulgação das delações feitas por executivos da Odebrecht, nomes tucanos favoritos para disputa presidencial do próximo ano perdem força e novamente alimentam uma eventual candidatura do atual prefeito João Doria ao Palácio do Planalto.

Nomes como Aécio Neves, José Serra, Beto Richa e Marconi Perilo se tornam cada vez mais inviáveis, seja para encabeçar uma chapa, como também para o posto de vice. Até mesmo o nome de Geraldo Alckmin, citado como beneficiário de cerca de R$ 10 milhões da empreiteira, se enfraquece, alimentando novamente a candidatura João Doria para Presidência da República.

Segundo a agência internacional Reuters, um interlocutor direto de Aécio Neves admitiu, sob a condição do anonimato, que no cenário de hoje não tem como Dória não ser candidato a presidente. “É o único que vai estar limpo para fazer campanha e bater no Lula”, afirmou essa fonte, destacando que o prefeito paulista já tem aparecido em sondagens internas como o tucano mais bem posicionado na disputa presidencial de 2018.

 

 

NEGATIVAS DE DORIA. Nos últimos dias o prefeito paulistano vem negando uma possível candidatura à Presidência ao mesmo tempo que enfatiza apoiar Geraldo Alckmin. Com a insistência nos questionamentos, porém, acaba dando respostas como “o futuro a Deus pertence” e não nega, se convidado por Alckmin, a disputar o posto máximo da República.