Os assaltos durante a espera pelo ônibus são um crime cada vez mais comum em São Paulo. Investigações da polícia indicam que os arrastões nos pontos, em que até dez pessoas são roubadas de uma vez, se tornaram frequentes e impedem a queda do número de roubos na cidade. O objeto mais procurado é o celular. Na maioria dos casos, os assaltos acontecem pela manhã, por volta das 6 horas, quando as vítimas estão a caminho do trabalho.

De acordo com as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública, no primeiro trimestre de 2017 foram registrados 41.181 roubos na capital e 81.981 no Estado. No mesmo período do ano passado, a capital teve 39.670 registros, enquanto o Estado relatou 80.690. Segundo as estatísticas criminais, as regiões com maior aumento de roubos na capital são Vila Santa Maria, na zona norte, de 48 para 129 casos (168,7%); Consolação, no centro, de 183 para 421 (130%); e Santa Cecília, também no centro, de 102 para 198 (941%). Nos últimos 12 meses, enquanto o número de homicídios teve uma queda acentuada, os roubos permaneceram com tendência de alta.

Matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo.

Relacionados